Só sei que levei muito tempo me preparando para esse momento.
Pensei e repensei meticulosamente na vestimenta mais certa.
Escolhi com muita cautela minhas lanças.
Medi o tamanho exato do sacrifício.
Valia a pena.
O caminho foi longo,cansativo e perigoso,mas eu tinha a certeza como guia.
Finalmente cheguei exausta,mas preparada.
Onde estariam todos?Ninguém restara dos que deveriam estar.
Chegara eu tarde demais?
Novas caras.Outras armas.Nova guerra.
E agora???
Só resta a mim mendigar por escudos emprestados???
Não vou me dar o direito de desistir.
Farei da angústia minha mais fiel aliada.
Meus mantimentos acabaram,mas seguirei sempre em frente de olhos bem fechados.
Vou em busca de terras novas.Tempos de paz.
Assim que a noite chegar, abrirei trilha nova na mata.
Não tenho mais medo de espinhos ,só dos meus próprios medos.
Pare no meio da mata, não reaja a mais nada. A guerra é interna e os medos se travestem de angústias para seguir presentes. Acredite que é tudo ilusão, condicionamentos. Desarme-se das coisas que guardas são pesos que arrastamos desnecessariamente. Esvazie a mente, as mãos, esvazie-se de conceitos, de antagonistas, desacredite nas metas, nos deveres, em ambos os lados . Livre-se! Esta teia só serve para nos capturar como insetos cegos pela luz artificial e deixar passar o mais maravilhoso, valioso e único que existe: a vida!
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